Eu sempre quis saber como seria viver um amor para a vida toda. Saber o quão complexo e intenso pode ser esse sentimento que dura ano após ano, afinal, estamos falando de duas pessoas, mentes, personalidades, qualidades, defeitos, limitações e desejos que até certo ponto podem ser diferentes. Se no dia-a-dia temos sempre dificuldades para lidar com as pessoas que nos rodeiam ( pais, irmãos, amigos , primos,tios, cachorros e papagaios), imagina viver tal situação com a pessoa que se ama? É difícil, né? Foi a essa conclusão que o filme me fez chegar. Consegui realmente ver como seria viver um amor desse tipo, um amor que começasse ainda jovem e só morresse com a vida. Todos os aprendizados que ambos tiveram juntos, os momentos compartilhados que uma vida a dois necessita.
O que também me encantou nesse filme foram os personagens principais, Noah e Allie. Ver como ele não fantasia, a via sem a máscara que o amor pode criar as vezes, e olhava dentro de seus olhos e parecia ser capaz de enxergar plenamente a sua alma. Coisa que somente um verdadeiro amor faz ser capaz de realizar. Fora que ele acreditava fielmente em seus sentimentos por Allie. Mesmo nos momentos mais difíceis e doloridos, ele nunca negou ou tentou esquecê-la, e mais que tudo, nunca, jamais, desistiu de lutar por ela. Se eu fosse citar o que seria a alma da história, eu certamente citaria Noah, ele é a essência desse amor, que faz com que seja vivo e floresça ( desabrochar, desenvolver-se).
Além de uma história linda, o diretor de fotografia Robert Fraisse fez uma excelente escolha de cenários. É cada elemento mais lindo que o outro. Até uma simples árvore ficou esplêndida em meio ao equilíbrio da paisagem. Fazendo se encaixar num quebra-cabeça harmônico, glorioso e radiante, sem se falar da cidade grande, sua alegria, elegância, vitalidade, acima de tudo sua pureza. É incrível ver como que na década de 40 parecia existir uma pureza que tanto as pessoas que viviam na cidade grande, como as do interior compartilhavam. Era uma época onde os sentimentos transmitiam mais veemência.O diário de uma paixão é um filme digno de ser visto e revisto.
O autor original dessa história é o famoso escritor de romances, Nicholas Sparks, autor de famosas adaptações para o cinema como : 'Um Amor Para Recordar', e 'A Última Música'.


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